
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Adoração: Um estilo de vida

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
A Adoração e o Conhecimento da Palavra

O conhecimento bíblico é absolutamente indispensável para a adoração.
Em primeiro lugar, mesmo compreendendo o que a adoração significa, é preciso que ela esteja baseada no conhecimento bíblico. Os termos bíblicos usados para "adoração" são os mais antigos e, sendo assim, para entender o que significa adorar devemos começar com o estudo dos termos em seu contexto bíblico. Essas passagens não são meros textos isolados, mas fazem parte de um contexto histórico no quais vários hábitos e costumes ali descritos se desenvolveram. Por exemplo, a razão pela qual o livro de Hebreus (no capítulo 13) define a adoração como sendo o ato de repartir o fardo com as outras pessoas está relacionada com a visão que os judeus tinham de Jesus como sendo o complemento do sistema sacrificial do Antigo Testamento. Assim, para o autor de Hebreus existe a necessidade de redefinir a adoração sacrificial por causa dessa mudança.
Em segundo lugar, a adoração é a base da submissão a Deus. Sem um conhecimento bíblico adequado, como conheceremos esse Deus e como saberemos que tipo de submissão o agrada? Nós devemos afirmar que esse conhecimento virá através da pregação ou do nosso conhecimento teológico generalizado, mas é um tanto quanto problemático afirmar isso. O conhecimento teológico depende das Escrituras. Devemos ser capazes de avaliar as diversas vozes teológicas no universo cristão. Por causa dessa dependência da Bíblia, essa avaliação vai requerer uma compreensão completa do texto bíblico.
Além disso, nem todos os líderes de louvor têm uma boa base bíblica. Talvez alguns sejam como eu — uma pessoa que cresceu com a Bíblia sendo lida diariamente em meu lar. Outros não tiveram essa oportunidade e não terão profundidade bíblica suficiente para desempenhar seu trabalho sem que gastem tempo com estudo intensivo e continuado da Bíblia. E isso não acontece ouvindo sermões. Uma pessoa pode ouvir no máximo dois sermões por semana, e esses sermões precisam ser avaliados, pois nem sempre as mensagens entregues nas igrejas são equilibradas — talvez por causa da necessidade de focar em situações específicas de uma determinada congregação. A única maneira de estar certo de que estamos adorando o verdadeiro Deus de um modo que ele se agrade é estudando o texto das Escrituras de maneira pessoal.
Em terceiro lugar, a adoração contém em si mesma a Palavra, e se não temos uma compreensão perfeita das Escrituras provavelmente não entenderemos os assuntos e os símbolos dos textos sobre adoração que estamos usando. Isso pode nos levar a fazer comparações estranhas, interpretações incorretas ou até mesmo ignorar assuntos relevantes. Junte-se a isso o fato de que muitos líderes de louvor também são compositores. Como alguém pode escrever canções sem que esteja imerso nas Escrituras, a ponto da verdade bíblica estar refletida em suas letras? Além disso, depois de ser escrita, a música precisa passar por uma crítica bíblica e teológica. Uma amável figura poética pode estar sendo usada de uma maneira equivocada, ou até mesmo pode conter uma heresia. Mesmo que o autor peça para que alguém faça essa crítica para ele, o primeiro avaliador deveria ser o próprio compositor.
Em quarto lugar, o líder de louvor deve cultivar um relacionamento duradouro com Deus, em que estará liderando outras pessoas na adoração. Todos nós sabemos muito bem que Deus sempre (e talvez mais facilmente e melhor) é encontrado nas Escrituras. Isso significa que se alguém começa a estudar a Bíblia com o desejo sincero de conhecer a Deus melhor, essa pessoa certamente o encontrará de uma maneira que vai além do estudo racional. Talvez alguém possa dizer, "Bem, então é só abrir a Bíblia e esperar Deus falar. Porque eu deveria me esforçar em estudar se estou procurando por um encontro pessoal com ele?" A resposta é que assim como Jesus fez com os aprendizes no caminho de Emaús, Deus prefere nos explicar mais profundamente as Escrituras que apenas falar sem usar a Palavra. Ele a escreveu. Ele a preservou. Ele tem um interesse vital em se manifestar a nós através dela. E, além disso, nas escrituras nós temos dois mil anos de ação de Deus — como poderemos ter qualquer experiência com ele hoje que seja mais valiosa que dois mil anos de experiência? As nossas experiências estão baseadas e enraizadas nos atos de Deus descritos na Bíblia.
Mas podemos ir um pouco mais além. O nosso chamado como líderes de louvor e como povo que adora é sermos aprendizes de Jesus — eu prefiro usar "aprendiz" ao invés do sinônimo religioso "discípulo". Ao olharmos para os discursos de Jesus e para os escritos de antigos aprendizes como Pedro, Tiago ou Paulo, nós vemos pessoas cujas vidas estavam impregnadas das Escrituras. Se a base da vida com Deus é seguir a Jesus e aos seus antigos aprendizes, então está claro que é impossível fazer isso sem buscarmos um conhecimento bíblico similar ao que eles tiveram.
E para finalizar, o líder de louvor precisa estudar profundamente a Bíblia, pois o seu líder no passado também o fez, e queremos ser iguais a ele.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
QUANDO PASSAMOS POR PENIEL

Gênesis 32:22-31
22 E levantou-se aquela mesma noite, e tomou as suas duas mulheres, e as suas duas servas, e os seus onze filhos, e passou o vau de Jaboque.
23 E tomou-os e fê-los passar o ribeiro; e fez passar tudo o que tinha.
24 Jacó, porém, ficou só; e lutou com ele um homem, até que a alva subiu. (amanheceu)
25 E vendo este que não prevalecia contra ele, tocou a juntura de sua coxa, e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, lutando com ele.
26 E disse: Deixa-me ir, porque já a alva subiu. Porém ele disse: Não te deixarei ir, se não me abençoares.
27 E disse-lhe: Qual é o teu nome? E ele disse: Jacó.
28 Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste.
29 E Jacó lhe perguntou, e disse: Dá-me, peço-te, a saber o teu nome. E disse: Por que perguntas pelo meu nome? E abençoou-o ali.
30 E chamou Jacó o nome daquele lugar Peniel, porque dizia: Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva.
31 E saiu-lhe o sol, quando passou a Peniel; e manquejava da sua coxa.
32 Por isso os filhos de Israel não comem o nervo encolhido, que está sobre a juntura da coxa, até o dia de hoje; porquanto tocara a juntura da coxa de Jacó no nervo encolhido.
A Bíblia nos revela que é da vontade de Deus usar as pessoas para sua glória. Porém vemos ainda na palavra que o Senhor quer antes se manifestar a tais pessoas, ensinando-as, moldando-as, para que ai sim, elas venham ser instrumentos nas mãos de Deus.
E nesta passagem de Gênesis vemos que Jacó estava disposto a receber o manifestar de Deus em sua vida, e ele passa por Peniel e neste lugar Jacó entra de uma maneira e saí de outra forma. Peniel significa “a face de Deus”, Jacó fica face a face com Deus, e quando uma pessoa fica a sós com o Senhor, coisas extraordinárias acontecem, foi exatamente o que aconteceu com Jacó. Ele viu, sentiu o manifestar de Deus em sua vida. Mas algumas coisas aconteceram com Jacó quando ele se dispôs a ter o manifestar de Deus em sua vida.
Então, o que acontece quando passamos por Peniel?
1º Somos feridos por Deus.
25 “Quando o homem viu que não prevalecia contra ele, tocou-lhe a juntura da coxa, e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, enquanto lutava com ele.”
Jacó entra em Peniel sendo um homem que não agradava a Deus com suas atitudes, porém Jacó estava disposto a mudar seu estilo de vida, com isso o Senhor viu a necessidade de “tocar-lhe”, “ferir-lhe”, pois Jacó necessitava disso. Ele foi ferido pelo Senhor, e partir disso sua vida mudou, pois aquele sinal o acompanhou mesmo depois da peleja me Peniel. Assim somos nós, necessitamos do manifestar de Deus em nossas vidas, e muitas áreas de nossas vidas necessitam ser feridas pelo Senhor.
2º Somos confrontados por Deus
27 “Perguntou-lhe ao homem: Qual é o teu nome? E Jacó respondeu: Jacó.”
Depois de Jacó ser ferido, agora ele é confrontado. Quando lhe é perguntado o nome, enfaticamente ele responde: Jacó. Com aquela resposta é como se ele estivesse dizendo: “meu nome é suplantador, usurpador (significado), essa pergunta foi um confronto com seu caráter, naquele momento Jacó poderia ter disfarçado e não ter confessado o que realmente ele era, porém ele confessou quando foi confrontado. Assim somos nós quando pela fé estamos em Peniel, ou seja, face a face com Deus, nós somos feridos e confrontados pelo Senhor, e quando esse confronto vier até nós, que venhamos ser transparentes e confessar o que realmente somos.
“O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mais o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.” Provérbios 28:13
3º Somos transformados por Deus
28 “Então o homem disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel, porque lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste.”
Ferida e confronto, agora transformação, foi o resultado de um homem que antes levava uma vida relaxada diante de Deus, pois Jacó era um enganador e uma pessoa que havia experimentado algo com Deus quando o mesmo passou por Betel(Gênesis 28), Betel significa “casa de Deus”, ou seja, Jacó estava na casa de Deus, porém continuava sendo Jacó (suplantador, usurpador, enganador, etc), faltava o manifestar do poder de Deus na vida de Jacó, e isso acontece pois Jacó se dispôs a essa mudança. De enganador, usurpador, ele passou a ser chamado Israel. Israel significa “aquele que luta com Deus”, que transformação! Assim somos nós, havendo a ferida e o confronto, com certeza haverá da parte de Deus a transformação, que venhamos nos dispor como Jacó, para que venhamos ser chamados Israel.