terça-feira, 18 de setembro de 2012

Como Podemos Ser Mais Produtivos no Reino de Deus


Como Podemos Ser Mais Produtivos no Reino de Deus
João 15.1-16

Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda.” João 15:2

Introdução
Como nós nas igrejas locais podemos ser mais dinâmicos, produtivos e evangelizadores? Nesta estudo, vamos estudar dois aspectos fundamentais na vida das comunidades eclesiásticas cristãs: o fortalecimento das relações interpessoais e a disciplina pessoal.

1. FORTALECENDO OS RELACIONAMENTOS INTERPESSOAIS NA IGREJA
Esse fortalecimento ocorre através de quatro princípios.

a) Princípio da integração. Integrar é incorporar um elemento num conjunto; é o processo de assimilar completamente um indivíduo ao seio de uma comunidade, formando um único corpo social. No Cristianismo, isso significa que todos precisam de todos. Ninguém deve ser colocado de lado, como se não servisse para nada, ICo 12: 15-16.

Cada membro do Corpo de Cristo tem a sua função. Um não deve aspirar o lugar do outro, mas servir como complemento na execução do “ide” de Jesus. Quando isso ocorre, todo o corpo é beneficiado. A quebra deste princípio provoca: desvalorização do membro, contestação da vontade de Deus, afastamento dos outros membros e desperdício de forças.

b) Princípio da oportunidade. Oportunizar implica em criar situações para realização de algo no momento certo e adequado. E aquela conveniência que facilita, que é favorável, que não oferece obstáculo ou dificuldade para execução do que necessário para o crescimento do reino de Deus, I Co 12: 17-18.

Este princípio visa dar a todos a mesma chance de trabalho. Um membro da igreja não pode inibir a ação do outro. A falta de oportunidade produz desequilíbrio em todo o sistema eclesiástico, um espírito de concorrência e uma anemia espiritual. Cada crente deve ser usado segundo suas habilidades, talentos e dons.

c) Princípio da dependência. Depender é precisar do auxílio de alguém e admitir que precisa do outro para atingir um objetivo. Ninguém é uma ilha. Com a ajuda do próximo será mais fácil concluir uma missão que Deus colocou nas mãos do cristão, I Co. 12: 21-22.

A independência enfraquece o corpo. Quando este princípio é quebrado ocorre enfraquecimento de todos os demais componentes do grupo, o egoísmo passa a predominar nas relações interpessoais e a arrogância quebra a linha de comunicação.

d) Princípio da unidade. E a qualidade de ser uno, de não poder ser dividido; é a ação ou o resultado de tornar algo antes desunido em um; é a continuidade sem desvio ou mudança de propósito, ação, conduta, I Co 12: 25-26. Dentro de uma comunidade cristã deve haver harmonização de esforços individuais para formar um todo dentro da sua estrutura maior de tal forma que os alvos traçados sejam alcançados. A unidade é a fonte geradora de toda a energia, mobilidade e harmonia do corpo, Ec 4: 9-12. Sem ela, a igreja perde a sua função, Jo 17: 23.

2. A DISCIPLINA FAZ CRISTÃOS PRODUTIVOS
A igreja precisa ser a autora, e não a espectadora, no processo de mudanças. Ela foi criada para ser o instrumento de Deus na transformação da sociedade. Para isto, o exercício da disciplina é imprescindível, ICo. 9: 25.

a) Disciplina para ouvir Deus. Na Bíblia, ouvir não significa apenas perceber sons e palavras pelo sentido da audição, mas, também, considerar, compreender e entender o que foi dito, João 8: 47.

b) Disciplina na prática do perdão. Pode ser difícil, mas sem perdão qualquer grupo se desmorona. Conceder perdão é renunciar a execução de uma punição que alguém merece por algo de errado que praticou, Mc 11: 25.

c) Disciplina na prática da fé. Não fugir ao compromisso assumido de ser fiel à palavra dada, de cumprir exatamente o que se prometeu no dia batismo ou quando foi recebido como membro da igreja, 2 Co 13: 5.

d) Disciplina na prática da liberdade. Não confundí-la com libertinagem. Liberdade é o poder que o cristão tem de exercer a sua vontade dentro dos limites que lhe faculta a lei divina, G1 5: 13; Cl 3: 17.

e) Disciplina na prática do tempo. Implica em não perder nenhuma oportunidade que poderá ter resultados positivos para o grupo de que fazemos parte, Ef 5: 15-16.

f) Disciplina na prática da santidade. E um desafio diário. Não é algo que conquistamos e, depois, não precisamos fazer mais nada. Pelo contrário, é um processo que durará até a nossa morte ou arrebatamento da igreja, l Tm. 5: 22.

g) Disciplina na prática do amor. Amor é aquele sentimento que predispõe alguém a desejar e fazer algo para o bem de outrem, Jo. 13: 35. Ele não fica só no coração, é colocado em prática, I Co. 13.


Conclusão
Há uma grande diferença entre uma árvore de vida e uma árvore de Natal. A árvore de Natal está bem decorada, mas não está viva. A árvore de vida é como a árvore que está descrita no Salmo 1. Muitos são como a árvore de natal com muitas coisas artificiais, mas que não dá fruto.

Sejamos nós, cristãos que produzem frutos em servir ao reino de Deus.

Que Deus nos abençoe e nos ajude.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O Jovem Cristão e o Tempo





A LIÇÃO DOS PRAZOS ESTABELECIDOS NO TEMPO
Tudo tem o seu tempo determinado, [...] (Ec 3.1a, ARA)

O termo hebraico para tempo na frase acima é zeman, que na septuaginta (versão grega do A.T.) foi traduzido por chrónos, que se refere ao aspecto quantitativo do tempo (segundos, minutos, horas, dias, meses, anos, etc).

O Senhor conhece e determinou tempos para as coisas acontecerem em nossas vidas:

Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda. (Sl 139.16, ARA)

O jovem cristão precisa ter sensibilidade e percepção para discernir e perceber o tempo cronológico, pois dessa maneira saberá o momento certo, a hora exata de esperar e de avançar dentro do tempo de Deus: Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio. (Sl 90.12, ARA)

A LIÇÃO DOS PROPÓSITOS ESTABELECIDOS NO TEMPO
[...] e há tempo para todo propósito debaixo do céu: (Ec 3.1b, ARA)

A vida vivida sem propósito no tempo é vida desprovida de sentido, de razão de ser, de alvos e objetivos a serem alcançados. Na segunda parte deste versículo o termo original hebraico para “tempo” é ‘eth, que na septuaginta foi traduzido por kairós, ou seja, estação própria ou momento oportuno.

Esses propósitos temporais se tornarão prazerosos e plenos de sentido, na medida em que entendermos que eles devem nos conduzir para o propósito maior que é a glória de Deus: Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus. (1 Co 10.31, ARA)

Os estudos e a formação acadêmica, a carreira profissional, a vida afetiva, conquistas diversas, o serviço a Deus, são coisas que devem ser conhecidas, buscadas e vivenciadas para o louvor do nome do Senhor.

A LIÇÃO DAS VARIAÇÕES DAS ESTAÇÕES DO TEMPO
[...] há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria; tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar; tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora; tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar; tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz. (Ec 3.2-8, ARA)

Uma das coisas mais naturais da vida é a variação das estações, dos tempos (kairós). A vida é repleta de fases. Não há como escapar desta realidade, nos restando apenas saber viver e tirar proveito dela. É preciso saber viver no inverno e no verão, na primavera e no outono. É preciso saber viver de dia e de noite. É preciso saber viver na maré alta e na baixa.

Todas as estações foram dadas por Deus, nelas podemos crescer, e delas podemos tirar proveito. Mesmos as estações que nos parecem ruins podem nos proporcionar coisas boas. As circunstâncias que nos parecem favoráveis ou desfavoráveis são dádivas de Deus, e cooperam para o nosso bem, segundo o seu propósito para nós:

Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. (Rm 8.28, ARA)

O vai e vem das estações será uma constante. No nascimento e na morte, no choro e no riso, no espalhar e no ajuntar, no ganhar e no perder, no plantar e no arrancar no calar e no falar, no amar e no aborrecer, em tudo há um propósito mais elevado. Viva cada estação, e em cada estação para a glória de Deus!

A LIÇÃO DA TRANSITORIEDADE OU EFEMERIDADE DO TEMPO
Lembre do seu Criador enquanto você ainda é jovem, antes que venham os dias maus e cheguem os anos em que você dirá: “Não tenho mais prazer na vida.” Lembre dele antes que chegue o tempo em que você achará que a luz do sol, da lua e das estrelas perdeu o seu brilho e que as nuvens de chuva nunca vão embora. Então os seus braços, que sempre o defenderam, começarão a tremer, e as suas pernas, que agora são fortes, ficarão fracas. Os seus dentes cairão, e sobrarão tão poucos, que você não conseguirá mastigar a sua comida. A sua vista ficará tão fraca, que você não poderá mais ver as coisas claramente. Você ficará surdo e não poderá ouvir o barulho da rua. Você quase não conseguirá ouvir o moinho moendo ou a música tocando. E levantará cedo, quando os passarinhos começam a cantar. Então você terá medo de lugares altos, e até caminhar será perigoso. Os seus cabelos ficarão brancos, e você perderá o gosto pelas coisas. Nós estaremos caminhando para o nosso último descanso; e, quando isso acontecer, haverá gente chorando por nossa causa nas ruas. A vida vai se acabar como uma lamparina de ouro cai e quebra, quando a sua corrente de prata se arrebenta, ou como um pote de barro se despedaça quando a corda do poço se parte. Então o nosso corpo voltará para o pó da terra, de onde veio, e o nosso espírito voltará para Deus, que o deu. É ilusão, é ilusão, diz o Sábio. Tudo é ilusão. (Ec 12.1-8, NTLH)

Temos no texto acima temos várias figuras que apontam para a transitoriedade ou efemeridade da vida debaixo do céu: A lamparina de ouro que cai e quebra, a corrente de prata que se arrebenta, o pote de barro que se despedaça ao romper da corda do poço. A Bíblia é rica em falar da necessidade de atentar para esta realidade, para que assim a vida possa ser vivida em toda sua intensidade.

O profeta Isaías fala da transitoriedade ou efemeridade da vida como uma planta que nasce, floresce e seca, caindo assim a sua flor, cessando assim o seu vigor e esplendor:

Uma voz diz: Clama; e alguém pergunta: Que hei de clamar? Toda a carne é erva, e toda a sua glória, como a flor da erva; seca-se a erva, e caem as flores, soprando nelas o hálito do SENHOR. Na verdade, o povo é erva; seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente. (Is 40.6-8, ARA)

Tiago, ao escrever sua cartar sobre a falibilidade dos projetos humanos, compara a vida a um vapor de fumaça, ou uma neblina:

Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. (Tg 4.14, ARA)

Diante de tal verdade, não devemos excluir Deus de nossas decisões e planos, antes devemos buscar nele orientação na tomada de decisões, e conhecer os seus planos para nós. Uma vez conhecendo a sua vontade, ela precisa, dentro do tempo de Deus e das oportunidades propícias, ser vivida hoje, aqui e agora.

O agora já não é, e o daqui a pouco chegou. O tempo não para, e passa rápido. A vida debaixo do céu é efêmera.

A LIÇÃO DA PRONTIDÃO PARA A CELEBRAÇÃO E O GOZO NO TEMPO
Vai, pois, come com alegria o teu pão e bebe gostosamente o teu vinho, pois Deus já de antemão se agrada das tuas obras. Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes, e jamais falte o óleo sobre a tua cabeça. Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de tua vida fugaz, os quais Deus te deu debaixo do sol; porque esta é a tua porção nesta vida pelo trabalho com que te afadigaste debaixo do sol. Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma. (Ec 9.7-10,ARA)

O contexto aqui é de celebração, de festa. Em razão da efemeridade da vida, somos exortados, a com moderação, desfrutar dos momentos prazerosos, que são dádivas de Deus debaixo do sol. Comer e beber gostosamente, gozar a vida com o cônjuge amado, fazer o que vier à mão, conforme as nossas forças.

O texto ainda nos exorta para que em todo o tempo (hb. bekhal ‘eth, traduzido na septuaginta por en panti kairô), ou seja, em qualquer fase ou estação da vida, estejamos sempre vestidos adequadamente e perfumados, prontos para festejar, com vestes brancas e óleo sobre a cabeça.

Apesar da possibilidade do choro, do pranto, do luto e da angústia, há grandes e verdadeiras promessas de que é possível experimentar a felicidade e o gozo debaixo céu, e de que tal realidade será por nós também vivenciada em toda a sua plenitude na eternidade:

O Espírito do SENHOR Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados; a apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram e a pôr sobre os que em Sião estão de luto uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria, em vez de pranto, veste de louvor, em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo SENHOR para a sua glória. (Is 61.1-3, ARA)

Queridos jovens, vivam abundantemente a vida que o Senhor vos concedeu (Jo 10.10). Aproveitem com sabedoria e prudência o tempo. Vivam no tempo (chrónos e kairós), acima de tudo, para a glória de Deus!

terça-feira, 5 de junho de 2012

"Um adolescente chamado Jesus"

Texto: Lucas: 2:42-52.

A adolescência deve ser encarada normalmente, como as outras fases da vida: infância, juventude, adulta e velhice. Em todas estas etapas, enfrentamos mudanças que devemos nos adaptar. Devemos entendê-la como um processo normal da pessoa, em direção à maturidade. A diferença desta faixa etária é que todas as transformações (físicas, emocionais, psicológicas, intelectuais e espirituais), acontecem ao mesmo tempo e rapidamente. Com Jesus não foi diferente, Ele também teve a sua adolescência e juventude. A bíblia nos informa apenas um episódio da adolescência de Jesus, episódio este que vamos analisar detalhadamente.

1) Jesus, um adolescente que frequentava os cultos.

A prática de ir ao culto já era comum para Jesus, a bíblia diz que Jesus foi ao Templo pela primeira vez quando ainda tinha dias e que Ele crescia debaixo da sabedoria e graça de Deus. Antes de completar doze anos o filho só podia freqüentar os cultos na sinagoga, e era hábito dos pais levarem os filhos à sinagoga. Quando completou doze anos Jesus foi ao templo. A vida de vitória de Jesus, sem dúvida, deve-se ao fato de ele ser criado na igreja.
O adolescente deve ter suas atividades normais, como estudar, passear com os amigos, porém sua agenda deve ter como prioridade o culto ao Senhor. Vejamos Lucas 2:46, quando Jesus desapareceu por três dias, o local onde o encontraram foi no templo.

2) Jesus, um adolescente que gostava de conversar.

É muito comum encontrarmos pessoas dizerem que o adolescente na época da puberdade se emudece (se silencia). Não é preciso ser assim. Pode um adolescente interagir com outros da mesma idade, porém é muito importante que o mesmo venha se interessar em conversar com os mais velhos. Vejamos como pode acontecer isso:

• Jesus sabia ouvir: Muitos adolescentes não sabem ouvir os mais velhos, desprezam a sabedoria vivida por esses homens. O adolescente não pode esquecer que eles já passaram por esta idade, já tiveram filhos adolescentes, viveram duas vezes a realidade que você (adolescente), está vivendo.

Jesus sabia perguntar: Tem um ditado que diz assim “quem tem boca vai a Roma”. Jesus, não estava perdido, embora seus pais pensavam que Ele havia se perdido. A melhor forma de começar um diálogo é perguntando, interrogando, não se limite, tire suas dúvidas cruéis, pergunte aos pais, tios, avós, aos pastores, em fim pergunte, não engula qualquer coisa, não viva tímido, solte suas dúvidas, faça como Jesus. Talvez você está pensando se Jesus era como você, não tenha dúvida que sim. Ele era homem, tinha suas necessidades fisiológicas, desejos diversos, brincava quando criança. Jesus, diferente de Samuel não foi criado dentro do templo, pelo contrário foi criado com seus pais, com os colegas em Nazaré, Ele era um adolescente como você, o que Ele talvez, é diferente de muitos adolescentes hoje, é que Ele sabia “ouvir e perguntar”.

3) Jesus, um adolescente envolvido com as coisas de Deus.

Jesus tinha desaparecido de sua casa e quando sua mãe e seu pai o encontraram manifestaram a preocupação: “Meu filho por que foi que você fez isso conosco?”. Jesus dá a resposta mais profunda que se possa ouvir da boca de um adolescente, “me convém cuidar das coisas do Pai celestial”. Queridos adolescentes a vida é bela porque foi dada por Deus, e Ele deseja que a vivamos felizes. O que ocorre, é que o mundo vem mudando cada dia, e estas mudanças são para pior. Você vê todos os dias na mídia, o mundo fervendo, como um grande caldeirão em erupção, e alguém gritando: “Salve-se quem puder!”. Para o adolescente do século 21, a salvação é se envolver nas coisas do Pai Celestial. Paulo ao escrever aos crentes de Colossenses disse assim: “Pensai das coisas que são de cima (alto), e não nas coisas que são da terra”. (Cl. 3:2). Como pode um adolescente se envolver?

Participar das reuniões dirigidas especialmente para os adolescentes: A diferença das reuniões de adolescentes para os cultos, é que nela você tem instrução específica sobre a sua idade e suas dificuldades que a própria idade traz e isso para toda a eternidade, enquanto o culto fala de uma forma geral para a nossa vida espiritual, profissional e social. Isso não quer dizer que o culto é mais ou menos importante, o que vai te fazer crescer é sempre estar freqüentando os dias que a igreja oferece cultos.

Se envolver na evangelização: Um garotinho que se converteu ainda na adolescência, e tornou-se um grande ganhador de almas “Charles Haddon Spurgeon” aos 15 anos, teve seu verdadeiro encontro com Jesus.

Se possível não perder nem um culto: Algumas igrejas realizam poucos cultos. Numa semana, às vezes são apenas 2 ou 3 dias de cultos, porque perdê-los?

Eu diria ainda mais uma coisa, faça tudo o que você tem direito na adolescência, só não faça aquilo que vai te roubar da presença do Pai Celestial, que vai tirá-lo dos prazeres celestiais.

4) Jesus, um adolescente que obedecia aos pais.

Em último lugar, diz a Bíblia que: “Então Jesus voltou com os seus pais para Nazaré e continuou a ser obediente a eles”. Devemos acabar com aqueles ditados, “adolescentes são terríveis”, ou “aborrecentes”. Querido adolescente, Jesus foi um adolescente como você, teve todas as mudanças em seu corpo, pois Ele era humano, porém o que marcou a adolescência de Jesus foi a sua submissão aos pais. Estamos vivendo uma época em que a rebeldia tem se intensificado. Quais os tipos de rebeldia mais comum?

Adolescentes respondões: é humilhante para o pai que tanto fez por você, ver você agredi-lo com palavras. Você pode perguntar, interrogar, não concordar, mas não responda seus pais.

Adolescentes desobedientes: quantas vezes os pais dizem não, e mesmo assim você faz. O horário de chegar em casa é desobedecido, o tipo de roupa, ou o tipo de usos e costumes mundanos são ignorados, quando os pais dizem não, quer dizer que aquilo não é bom para você. O salmista diz assim: “Bem aventurado o homem que não anda, nem se detém no caminho dos pecadores” (Salmos 1:1). No original, caminho significa estilo de vida. Qualquer moda que os pecadores passam a usar, logo as moças e moços querem imitar. Pedro diz: “não imites o que é mau”. (João 11).

Conclusão

Deus escolheu você querido adolescente, não tenha dúvida disso. A questão é se você está disposto a pagar o preço. O maior preço sempre será o amor pela obra e o compromisso. A nossa recompensa será o amor de Deus por nós e o Seu cuidado, que para "sorte" nossa é Grátis. Basta querermos recebê-lo em nossas vidas.

Amém?!

“Separar um tempo para Deus faz a diferença”