segunda-feira, 2 de junho de 2014

A História de João Wesley





João Wesley (Epworth, Inglaterra, 17 de junho de 1703 — Londres, 2 de março de 1791) foi um clérigo anglicano e teólogo cristão britânico, líder precursor do movimento metodista e, ao lado de William Booth, um dos dois maiores avivacionistas da Grã-Bretanha.


Introdução

John Wesley viveu na Inglaterra do século XVIII, uma sociedade conturbada pela Revolução Industrial, onde crescia muito o número de desempregados. A Inglaterra estava cheia de mendigos itinerantes, políticos corruptos, vícios e violência generalizada. O cristianismo, em todas as suas denominações, estava definhando. Ao invés de influenciar, o cristianismo estava sendo influenciado, de maneira alarmante, pela apatia religiosa e pela degeneração moral. Dentre aqueles que não se conformavam com esse estado paralisante da religião cristã, sobressaiu-se John Wesley. Primeiro, durante o tempo de estudante na Universidade de Oxford, depois como líder no meio do povo.


Infância

John Wesley, décimo quinto filho do ministro anglicano Samuel, que se tinha mostrado ser jacobita ao negar a reconhecer William de Orange como soberano inglês, e de Susana Wesley, nasceu a 17 de junho de 1703, em Epworth na Inglaterra. cujo pai, .

Devido às atividades pastorais e políticas que impediam o Reverendo Samuel de dar a devida assistência ao lar, Susana assumiu a administração financeira da família e a educação dos filhos e filhas. Disciplinava-os com rigidez, mantendo um horário para cada atividade e reservando um tempo de encontro com cada filho para conversar, estudar e orar.


Incêndio em sua casa

Ainda na infância, John Wesley foi o último a ser salvo, de forma miraculosa, em um incêndio que destruiu toda sua casa, onde estivera preso no segundo andar. A partir desse dia, Susana, sua mãe, dedicou-lhe atenção especial, pois entendeu que Deus havia poupado sua vida para algo muito especial.

Aos cinco anos de idade, Susana Wesley começou a alfabetizar John, usando o livro dos Salmos como apostila.

John estudou com sua mãe até os 11 anos. Entrou, então, para uma escola pública, onde ficou como aluno interno por seis anos. Aos 17 anos, foi para a Universidade de Oxford.


Estudos

John Wesley iniciou seus estudos em Oxford onde começa a se reunir com um grupo de estudantes para meditação bíblica e oração, sendo conhecidos pelos colegas universitários de "Clube Santo", ele não inventou o nome: alunos, notando que os membros do grupo tinham horário e método para tudo que faziam, os tacharam como 'metodistas'. Wesley preferia chamá-los simplesmente de 'Metodistas de Oxford'..

Neste grupo Wesley e seu irmão Charles iniciaram visitas e evangelismos em presídios. Wesley passou então a se interessar mais pela questão social de seu país e a miséria que a Inglaterra vivia na época.

Assim, gradua-se em Teologia, e pode ajudar a seu pai na direção da Igreja Anglicana.

Isto até os 32 anos, quando atendeu a um apelo: precisava-se de missionários na Virgínia, Nova Inglaterra.

Há uma equivocada história de que o reverendo Wesley havia sido maçom. Houve um homem de nome John Wesley em Downpatrick, Irlanda, que se tornou mestre maçom em 13 de Outubro de 1788. O reverendo Wesley também esteve em Downpatrick algumas vezes, mas não nesta data. Em 13 de Outubro de 1788 o diário do reverendo John Wesley registra que ele esteve em Wallingford, proximidade de Londres.


Conversão

Após 2 anos, John Wesley volta desiludido com o trabalho realizado na Virgínia. Encontra-se, então, com Pedro Böhler, em Londres. Böhler era pastor moraviano (da Morávia, Alemanha) e com ele John Wesley se convence de que a fé é uma experiência total da vida humana. Procurou, então, libertar-se da religião formalista e fria para viver, na prática, os ensinos de Jesus.

No dia 24 de maio de 1738, numa pequena reunião, ouvindo a leitura de um antigo comentário escrito por Martinho Lutero, pai da Reforma Protestante, sobre a carta aos Romanos, John sente seu coração se aquecer. Experimenta grande confiança em Cristo e recebe a segurança de que Deus havia perdoado seus pecados.


A Experiência do Coração Aquecido

No dia 24 de maio de 1738, na rua Aldersgate, em Londres, Wesley passou por uma experiência espiritual extraordinária, é assim narrada em seu diário:

"Cerca das oito e quinze, enquanto ouvia a preleção sobre a mudança que Deus opera no coração através da fé em Cristo, senti que meu coração ardia de maneira estranha. Senti que, em verdade, eu confiava somente em Cristo para a salvação e que uma certeza me foi dada de que Ele havia tirado meus pecados, em verdade meus, e que me havia salvo da lei do pecado e da morte. Comecei a orar com todo meu poder por aqueles que, de uma maneira especial, me haviam perseguido e insultado. Então testifiquei diante de todos os presentes o que, pela primeira vez, sentia em meu coração".

Nos 50 anos seguintes, Wesley pregou em média de três sermões por dia; a maior parte ao ar livre. Houve uma vez que pregou a cerca de 14.000 pessoas. Milhares saíram da miséria e imoralidade e cantaram a nova fé nas palavras dos hinos de Charles Wesley, irmão de John. Os dois irmãos deram à religião um novo espírito de alegria e piedade.

Igreja

Como não havia muitas oportunidades na Igreja Anglicana, Wesley pregava aos operários em praças e salões - muito embora ele não gostasse de pregar fora da Igreja - E tornou-se conhecidíssima esta sua frase: "o mundo é a minha paróquia". Influenciados pelos moravianos, John e seu irmão Charles organizaram pequenas sociedades e classes dentro da Igreja da Inglaterra, liderados por leigos, com os objetivos de compartilhar, estudar a Bíblia, orar e pregar. Logo o trabalho de sociedades e classes seria difundido em vários países, especialmente nos EUA e na Inglaterra e estaria presente em centenas de sociedades, com milhares de integrantes. Com tanto serviço, Wesley andava por toda a parte a cavalo, conquistando o apelido de 'O Cavaleiro de Deus'. Calcula-se que, em 50 anos, Wesley tenha percorrido 400 mil quilômetros e pregado 40 mil sermões, com uma média de 800 sermões por ano. John Wesley deixou um legado de 300 pregadores itinerantes e mil pregadores locais. A Igreja Metodista, como Igreja propriamente, organizou-se primeiro nos EUA e depois na Inglaterra (somente após a morte de Wesley no dia 2 de março de 1791).


Doutrina

- Wesley ensinava que a conversão a Jesus é comprovada pela prática (testemunho), e não pelas emoções do momento.
- Valorização dos pregadores leigos que participavam lado a lado com os clérigos da Missão de evangelização, assistência e capacitação de outras pessoas.
- Afirma que o centro da vida cristã está na relação pessoal com Jesus Cristo. É Jesus quem nos salva, nos perdoa, nos transforma e nos oferece a vida abundante de comunhão com Deus.
- Valoriza e recupera em sua prática a ênfase na ação e na doutrina do Espírito Santo como poder vital para a Igreja.
- Reconhece a necessidade de se viver o Evangelho comunitariamente. John Wesley afirmou que "tornar o Evangelho em religião solitária é, na verdade, destruí-lo".
- Preocupa-se com o ser humano total. Não é só com o bem-estar espiritual, mas também com o bem-estar físico, emocional, material. Por isso devemos cuidar do nosso próximo integralmente, principalmente dos necessitados e marginalizados sociais.
- Podemos afirmar que o bem-estar espiritual é o resultado da paz de Cristo que alcança todas as áreas da vida do cristão. É o resultado do bem-estar físico, emocional, econômico, familiar, comunitário. Tudo está nas mãos de Deus, nEle confiamos e Ele é fiel em cuidar de nós. Sua salvação alcança-nos integralmente.
- Enfatiza a paixão pela evangelização. Desejamos e devemos trabalhar com paixão, perseverança e alegria para que o amor e a misericórdia de Deus alcancem homens e mulheres em todos os lugares e épocas.
- Aceita as doutrinas fundamentais da fé cristã, conforme enunciadas no Credo Apostólico (Cremos na Bíblia, em Deus, em Jesus Cristo, no Espírito Santo, no ser humano, no perdão dos pecados, na vitória por meio da vida disciplinada, na centralização do amor, na segurança e na perfeição cristã, na Igreja, no Reino de Deus, na vida eterna, na segunda vinda de Jesus, na graça de Deus para todos, na possibilidade da queda da graça divina, na oração intercessória, nas missões mundiais. Cremos profundamente no AMOR. Amor de Deus em nossa vida, amor dos irmãos.) , enfatizando o equilíbrio entre os atos de piedade (atos devocionais) e os atos de misericórdia (a prática de amor ao próximo).


Legado

Além de milhares de convertidos e encaminhados para a santificação cristã, houve também obras sociais dignas de destaque, como estas: Dinheiro aos pobres (Wesley distribuía). Compêndio de medicina (Wesley escreveu e foi largamente difundido). Apoio na reforma educacional. Apoio na reforma das prisões. Apoio na abolição da escravatura! Atualmente, o total de membros da comunidade metodista no mundo está estimado em cerca de 75 milhões de pessoas. O maior grupo concentra-se nos Estados Unidos: a Igreja Metodista Unida neste país é a segunda maior denominação protestante.

Hoje, além dos seguidores do Metodismo, a vida de muitos é influenciada pela missão de Wesley. Movimentos posteriores como o Movimento de Santidade e o Pentecostalismo devem muito a ele. A insistência wesleyana da busca da santificação pessoal e social contribuem significativamente para a ideologia da busca de uma vida e mundo melhor. A Igreja Católica Romana recebeu indiretamente alguns conceitos de Wesley quando o cardeal John Henry Newman uniu-se a ela, vindo da Igreja Anglicana e concretizando em reformas litúrgicas, sociais, carismática e teológica desde o concílio Vaticano II.

Faleceu a 2 de março de 1791, em Londres, Inglaterra. Encontra-se sepultado em Wesleys Chapel, Grande Londres, Londres, Inglaterra.


Desdobramentos do Metodismo
Dentre muitas outras, algumas denominações que emergiram do Metodismo:

o A Igreja Metodista Unida dos Estados Unidos, (United Methodist Church) - segunda maior denominação protestante dos Estados Unidos, organizada pela união de vários grupos evangélicos pietistas e metodistas.4
o Igreja Metodista Episcopal Africana - ramo do metodismo americano voltado à comunidade negra.
o Igreja Metodista Livre - ramo evangelicalista.
o Movimento de Santidade - (Holiness Churches), como a Igreja do Nazareno.
o Exército de Salvação - organização que enfatiza a prática as doutrinas sociais e crença da conversão pessoal do metodismo.
o A concepção ecumênica do metodismo levaram a várias denominações a unirem em casos como a Igreja Unida do Canadá, Igreja Valdense-Metodista na Itália, Igreja Unida da Austrália, Igreja Unida do Sul da Índia.
o Igreja Metodista Wesleyana - Igreja surgida em 1967 em Nova Friburgo, Rio de Janeiro, a partir da Igreja Metodista do Brasil. De característica mais pentecostal.
o Igreja Evangélica Metodista Portuguesa.
o Irmandade Metodista Ortodoxa - fundada pelo pastor José Henriques da Matta juntamente com os outros colegas de ministério e sua equipe pedagógica em 31 de janeiro de 1934.
o Igreja Metodista Renovada - fundada pelo pastor Joel Cardoso Junior no ano de 1993 na zona sul de São Paulo.
o Igreja Metodista Wesleyana - ramo do metodismo histórico, fundada no Brasil aos 5 de janeiro de 1967.

Igreja Wesleyana Unida - ramo do metodismo histórico, fundada a 13 de fevereiro de 1981.




Fonte: Wikipédia

sábado, 25 de janeiro de 2014

Carta aos membros de um ministério de louvor



Hoje em dia, membros do ministério de louvor têm tido um pouco de dificuldade para encontrar artigos, estudos ou livros direcionados especialmente a eles. Como sabemos, há uma grande sede por material sobre louvor e adoração, e muitos acabam se perguntando: "Como devo utilizar o meu dom na obra de Deus?", "Qual é a melhor maneira para um músico cristão realizar a sua obra?", "O que devo fazer para dar o melhor de mim a Deus?". Bem, este estudo trará a luz algumas dicas básicas destinada especialmente a estas pessoas que desejam utilizar o seu talento musical na obra de Deus. Leia atenciosamente as linhas abaixo:

O Aprimoramento do Dom

A Bíblia fala em Romanos 12.5 a 8: "...assim nós, embora muitos, somos um só corpo em Cristo, e individualmente uns dos outros. De modo que, tendo diferentes dons segundo a graça que nos foi dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com zelo; o que usa de misericórdia, com alegria". Para resumir, este verso diz para nos dedicarmos naquilo em que fomos chamados a fazer. Por esta razão, a regra número 1 do músico cristão é aprimorar o seu talento musical dentro do possível. Com certeza, Deus não quer músicos preguiçosos, músicos sem vontade para ensaiar, músicos que não desenvolvem o seu talento. Deus quer que nós multipliquemos o nosso talento!!!

Os ensaios com o Grupo

Vimos acima que o músico deve aprender a aprimorar o seu dom. Por outro lado, a maioria dos músicos não toca sozinho na igreja, mas participam de um grupo musical. Por esta razão eles devem participar de pelo menos um ensaio por semana com toda a equipe. E com certeza esta equipe tem que, antes de tudo, estar entrosada. Senão será um caos, cada um tocando de um jeito diferente! O músico também deve estar ciente de que não estou falando apenas de ensaios musicais, mas reuniões que tratam sobre assuntos do grupo, assim como reuniões de orações e estudo da Palavra.

Horários e Compromissos

Este é um assunto de suma importância. Todos os músicos que querem agradar a Deus devem ser responsáveis com todos os seus horários e compromissos estabelecidos. Se acontecer o contrário, o músico estará entristecendo a Deus e magoando as outras pessoas do grupo. A irresponsabilidade de um irmão pode fazer os outros pensarem: "Se ele pode, eu também posso!" ou "Se fulano chegou atrasado, eu também posso chegar!". Irresponsabilidade gera mais irresponsabilidade, aí o líder terá dificuldades para exortar. Na verdade, este é um mal que deve ser cortado pela raiz. Meu querido irmão, seja pontual e não falte seu compromisso sem avisar antecipadamente!!!

Cuidar com a Aparência

Bem, este é um assunto delicado mas nós não podemos deixar de comentar. O músico deve fazer o possível para não estar vestido de uma forma chamativa ou escandalosa. Isto porque ele subirá ao palco para tocar e estará à vista de todas as pessoas. Muitos irmãos podem perder a atenção ou não conseguir se concentrar no louvor por causa de vários motivos relacionados a vestimentas, sendo que o problema maior é a indecência. Vamos ter um pouco mais de sabedoria (o nosso corpo é templo do Espírito Santo) e um pouco de amor a Deus e aos irmãos, e cuidar com quê vamos nos vestir antes de ministrar no púlpito.

Investir tempo no relacionamento com Deus

Da mesma forma que cobramos ensaio e esforço do músico, isto de nada valerá se o músico não ter relacionamento com Deus. A unção (puf!), vai embora! É um erro pensar que a unção vem da musicalidade, mas muitos irmãos ao verem um conjunto abençoado, correm para os instrumentos tentando imitar os músicos que viram, pensando que vão trazer a mesma unção. Esta é a regra mais importante de todas: o músico deve ser um adorador, um amigo de Deus! Senão acontecerá igual aos grupos mundanos: eles tocam muito bem, mas a música é vazia!!! O músico deve buscar a santidade e ter um ótimo testemunho de vida, ou tudo pode ir por água abaixo. Meus irmãos, quantos músicos cristãos têm se perdido porque se dedicaram demais aos instrumentos e se esqueceram de Deus? Se você quer UNÇÃO, há duas coisas que você deve fazer todos os dias: ORAÇÃO E LEITURA DA PALAVRA! Isto é, RELACIONAMENTO COM O PAI!



Um abração em Cristo Jesus
por Ramon Tessmann

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Técnica x Unção


    O que devo enfatizar no meu ministério a técnica ou a unção? Muitas pessoas ficam em dúvidas em relação a este assunto, não sabendo em que área deve investir mais. A questão muitas vezes, chega a gerar desequilíbrio em alguns ministérios, como se a técnica não pudesse andar junto com a unção, ou vice versa. Mas afinal, o que é técnica e o que é unção?
Técnica:
Técnica: Jeito ou modo de se fazer determinada coisa. Previamente estudado e estabelecido como ideal.
“Entoai-lhe um novo cântico, tangei com arte e com júbilo.”  Sl 33:3
Este texto nos mostra que Deus nos chamou a fazer sua obra com excelência de atuação e com intensidade de coração. Esta intensidade também deve ser refletida, na busca de melhorar cada dia mais para que o nome do Senhor possa ser glorificado. Devemos buscar ser os melhores naquilo que fazemos pra Deus, não melhores que os outros, mas melhores que nós mesmos. Se dancei, cantei ou pintei um quadro hoje, amanhã vou fazer melhor, com mais excelência natural e espiritual.  Com a técnica, você ganha aqueles que ainda só sabem ver o exterior. A técnica se transforma em isca para ganharmos os perdidos.
Certa vez, fizemos um espetáculo chamado “o Verbo”,chamamos para dançar conosco, uma bailarina evangélica muito conhecida no meio secular. Esta bailarina está sendo considerada uma das 3 melhores do País. Por causa dela, o teatro ficou lotado no dia da apresentação. Os bailarinos da cidade disputaram os ingressos para ver a atuação daquela moça. O que eles não sabiam é que não apresentaríamos somente a atuação de uma famosa bailarina, mas apresentaríamos alguém que poderia mudar a vida deles: Jesus Cristo. Com certeza, os bailarinos não crentes da cidade, nunca iriam ao teatro para ver uma apresentação evangélica de dança, mas iriam para ver alguém famoso.  Aquela bailarina estava sendo uma bela isca, ela sabia disto e ficou muito feliz por poder ser usada por Deus no seu dom. Tivemos muitos testemunhos de pessoas que foram tocadas por Deus naquele dia.
Deus nos deu habilidades, mas estas habilidades precisam ser desenvolvidas. Por exemplo, nascemos com a habilidade e o potencial para andar, mas precisamos nos esforçar, ter determinação e disposição até para  levar alguns tombos, para que então, consigamos caminhar adequadamente.
Por outro lado, ter técnica e não ter unção, não cumpre o propósito de Deus, pois não dá espaço para Ele agir. Vamos estudar um pouco sobre a unção.
Unção:
Unção: Separação, marca, selo de Deus, capacitação sobrenatural de Deus em nós. É a própria presença de Deus naquilo que fazemos para Ele.
Deus nos dá habilidades e à medida que buscamos, Ele derrama uma habilidade espiritual sobre a natural, isto se chama unção:
“Eis que chamei pelo nome a Bezalel… e o enchi do Espírito de Deus, de habilidade, de inteligência e de conhecimento, em todo artifício, para… e dei habilidade a todos os homens hábeis, para que me façam tudo o que tenho ordenado.” Ex 31: 1,3,6
Já vi muitas pessoas cantarem e dançarem sem unção e isso realmente não produz vida, às vezes até emociona se tiver beleza e expressão, mas não produz nada de novo na nossa vida.
Às vezes corremos o risco de produzir movimento humano, em lugar do mover de Deus. Isso pode acontecer quando ao ministrarmos e não percebermos a unção, acabamos então usando de artifícios naturais para produzir emoção nas pessoas. Isso quase sempre acontece de forma inconsciente. Ninguém que se diz servo de Deus, tem a intenção clara no seu coração, de fazer algo deste tipo! O que devemos fazer é questionar, se estamos mexendo com as emoções das pessoas, ou se estamos deixando Deus agir. Este tipo de erro geralmente acontece, quando estamos muito seguros naquilo que sabemos fazer e não dependemos mais de Deus, quando não oramos como antes, já não estando mais tão quebrantados e desejosos do mover de Deus.
A unção permite que Deus nos use. Que a nossa arte tenha como que o Seu “carimbo”, com a Sua assinatura embaixo daquilo que fazemos pra Ele. Sem ela, nossa arte fica sem sentido, cheia de nós mesmos e desta forma, não temos nada de bom para oferecer.
Baseado nesta análise, percebemos que para um ministério ser excelente, técnica e unção devem andar juntas. Sem a técnica, você fica limitado e dá menos espaço pra Deus te usar, sem a unção a obra fica vazia e não pode fazer diferença na vida das pessoas.
Devemos então:
-Procurar nos desenvolver naquilo em que temos habilidade.
“Não te faças negligente para com o dom que há ti…” I Tm 4:14
-Pagar o preço pela unção, com vida de oração, santidade, glorificando a Deus, colocando-O em primeiro lugar na nossa arte.


Fonte: CiaRhema.com.br