quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O Segredo de Obede-Edom

I Crônicas 13.12,13,14
12. E aquele dia temeu Davi a Deus, dizendo: Como trarei a mim a arca de Deus? 13. Por isso Davi não trouxe a arca a si, à cidade de Davi; porém a fez levar à casa de Obede-Edom, o giteu. 14. Assim ficou a arca de Deus com a família de Obede-Edom, três meses em sua casa; e o SENHOR abençoou a casa de Obede-Edom, e tudo quanto tinha.

INTRODUÇÃO
Esta mensagem com toda certeza mudará seu jeito de ser para com Deus, lhe trazendo para uma responsabilidade espiritual ainda maior dentro da casa de Deus, que é uma das deficiências da Igreja de hoje.

Durante o carnaval de 2009, realizamos um retiro espiritual com a Igreja onde pastoreio, sendo que este evento recebeu o tema de BUSCANDO A SHEKINAH. Diante desse tema pedi ao Senhor uma palavra que viesse abençoar as pessoas que ali estivessem, e Jeová me deu esta mensagem. É claro que no papel fica muito diferente, pois a Palavra de Deus é “muitissimamente” poderosa nos seus efeitos.

O local era uma fazenda no alto da Serra da Mantiqueira, bem na divisa dos estados de Minas e São Paulo. Lá fizemos uma fogueira sob o manto de um céu abençoador, e ministramos essa palavra, ou seja, esta mensagem que iremos compartilhar neste momento.

Sei que não sou um historiador e tudo que observei e busquei do Senhor é pouco, pois sou um homem limitado, mas sedento da SHEKINAH, e sem mencionar que esta mensagem foi ministrada em cerca de uma hora, então, por favor, leia até o final, pois isso lhe será muito útil.

Quero levá-los em busca da SHEKINAH, através do que pude perceber no contexto da vida de um homem chamado Obede-Edom. Pois de uma coisa eu tenho plena certeza, “todos precisamos da SHEKINAH DO SENHOR”, e você não é diferente.

O QUE É A SHEKINAH
Quando o Senhor Jeová manda que Moisés construa a Arca do Senhor, Ele diz que a sua PRESENÇA iria com o povo. Então a Arca do Senhor representava a presença do Senhor no meio do povo. A palavra SHEKINAH é hebraica que significa PRESENÇA, então a SHEKINAH não é a GLÓRIA DO SENHOR, pois a palavra hebraica para ela é KAVOD.

Mas é notório que o Senhor Jeová quer que sua SHEKINAH esteja no meio de seu povo, mas isso é o que menos temos visto dentro de seu povo, onde observamos pastores, líderes, corruptos e inescrupulosos, querendo somente riquezas. Busquemos a SHEKNAH, e deixemos de ver coisas pequenas, e vejamos as grandes, por que o nosso Deus é um Deus infinitamente grande.

QUEM ERA OBEDE-EDOM
A Bíblia diz que quando no meio do caminho uma catástrofe acontece com um homem da tribo de Judá, filho de Abinadabe, chamado Uzá, o rei Davi deixa de levar a arca e a coloca em uma casa que estava a beira do caminho.

A Bíblia nos relata que Obede-Edom morava na beira da estrada que levava a Jerusalém. Mas quem realmente era este homem? Então vejamos: OBEDE significa servo, que é o mesmo que escravo, e EDOM denota que este homem era um descendente dos Edomitas, que eram descendentes de Esaú, sendo estes um povo inimigos de Israel, não bastasse ele era geteu, ou seja, de Gate, a terra de um dos maiores inimigos de Israel, Golias.

Então estamos falando de alguém rejeitado pela sociedade da época, humilhado pelos chamados “povo de Deus”, os Israelitas, desprezado por todos, que tinha uma esposa estéril, animais estéril, não morava na cidade, mas em uma tapera na beira de uma estrada, descendente dos inimigos de Israel, natural da cidade de Golias, mas veremos que era alguém que orava e buscava ao verdadeiro Senhor dos senhores.

A CATASTROFE OCORRIDA NO MEIO DO CAMINHO
Lemos que quando o rei Davi assumiu o reinado em Israel, logo ele DECIDE BUSCAR A Arca do Senhor que estava há muitos e muitos anos, longe de seu lugar, estava na casa de Abinadabe, homem que tinha dois filhos, Uzá e Aiô.

Davi parte cheio de pressa e boa intenção, mas se esquece que a pressa é inimiga da perfeição e que de boas intenções o inferno está cheiro. Chega à casa de Abinadabe e leva a arca de forma errônea, e em dão momento Jeová de ira e um dos bois tropeça, e Uzá toca na Arca e é fulminado pela presença de Deus, onde suas entranhas são expostas diante de todos. Então o rei Davi para e todos ficam amedrontados com o ocorrido e Davi diz uma frase que devemos repetir todos os dias de nossa humilde vida: COMO TRAREI A MIM A ARCA DO SENHOR? Que traduzindo para nossos dias seria: COMO TRAREI A MIM A PRESENÇA DO SENHOR?

Diante do fato ocorrido com o filho de Abinadabe, todos pararam no caminho e uma questão ficou em evidencia, de que tudo estava errado. Mas Davi dá uma olhada de lado e vê uma tapera, uma casinha de pau-a-pique, e como uma fumaça saia da chaminé, Davi viu que alguém estava em casa.

Davi se dirige para a tapera e bate na porta. Uma mulher raquítica, com olhos no fundo, o atende e logo vê que se tratava do novo rei de Israel, então ela dá um grito e chama seu marido, o nome dele é Obede-Edom, que ao ouvir o grito de sua amada vem correndo, e se depara com o rei Davi que lhe conta o ocorrido e lhe informa o que era A ARCA DO SENHOR.

Talvez se fosse eu ou você, ao sabermos de que Deus matou Uzá só por tocar na Arca, e ainda era da tribo de Judá, como um Edomita seria poupado? Mas mesmo assim Obede-Edom aceita e recebe a Arca do Senhor. Mas antes de sair o rei Davi lhe informa que logo que pudesse voltaria para recuperar a Arca, pois ela era a presença de Deus, a Shekinah do Senhor. Obede-Edom concorda.

Então o rei e toda sua comitiva, toda sua orquestra, voltam para Jerusalém, tristes e cabisbaixos, pois não puderam levar a presença de Deus e em suas mentes a pergunta continuava a soar cada vez em tom mais alto: COMO TRAREMOS A NÓS A SHEKINAH DO SENHOR? Mas ela, a Arca do Senhor, a Presença de Jeová, ficou na casa de um casal pobre, humilde, que morava a beira da estrada.

O que Davi e todo o povo não sabiam era que Deus tinha um plano na vida de Obede-Edom. Então lemos no vr. 14 que por três meses a arca ficou na casa de Obede-Edom e Deus abençoou tudo, tudo, mas tudo o que Obede-Edom possuía.

A SHEKINAH DE DEUS NA CASA DE OBEDE-EDOM
Quando a Arca, que é a presença de Deus, chega à casa de Abinadabe, com o passar do tempo ele e seus filhos se acostumam com a presença de Deus, e quando isso acontece, passam a não dar mais o devido valor naquilo que é valioso, sem preço, a SHEKINAH DO SENHOR. Mas quando na casa de Obede-Edom, ele procura a dar o devido valor a Shekinah, a colocando em local de destaque.

Penso que quando Obede-Edom se levantava, se é que conseguia dormir, a primeira coisa que fazia era ir ver a Arca em sua sala e se curvava para se aproximar, e sua esposa fazia o mesmo. Também quando ele chegava de seus trabalhos ele logo ia orar ao Deus de Israel diante da Arca, e sempre que passava pela sua sala lá estava ela, a presença de Deus bem no meio de sua sala. Havia uma grande reverência para com a Shekinah do Senhor na casa de Obede-Edom, algo que não vemos mais com tanta freqüência no meio das igrejas de hoje, pois mais nos parecemos com a casa de Abinadabe, do que com a casa de Obede-Edom.

Mas o relato é que Deus abençoou tudo quanto havia na casa de Obede-Edom, e não é difícil de imaginar que eles estavam deficientes nas áreas: sentimental, física e espiritual, então vendo Deus que havia uma reverência pela sua SHEKINAH, Ele começa a agir na casa do escravo edomita que era natural de Gate. E assim aconteceu durante três meses.

O PRIMEIRO MÊS – A ÁREA SENTIMENTAL
O primeiro mês foi lindo, pois Deus concerta a vida de Obede-Edom e sua esposa, a presença de Deus deve estar nas estruturas, e a vida amorosa, sentimental e sexual daquele casal é abalada pela presença de Deus. Antes, tudo que ele sentia pela sua esposa era pena, desprezo, indiferença, agora um amor extremo começa a renascer entre os dois, e tudo se torna amor, desejo, afeto, carinho, respeito.

Você consegue imaginar a alegria de Obede-Edom em voltar para casa depois de um dia de trabalho, e mesmo a sua roça não dando nada, e seus animais também inférteis nada produzindo, Obede-Edom sorria, pois algo voltou a brotar em seu coração, e isso ele sabia que devia a poderosa SHEKNAH DO SENHOR.

Agora sua esposa começa a lhe gerar filhos, filhos estes que veremos mais a frente. Ela lhe dá aquilo que todo pai queria filhos para sua posteridade, agora ele já não seria humilhado por esta deficiência.

E Obede-Edom começa a reverenciar ainda mais a SHEKINAH DO SENHOR em sua casa, e então passamos para o segundo mês.

O SEGUNDO MÊS – A ÁREA FÍSICA
Trinta dias se passaram e entramos no segundo mês onde já com a sua vida sentimental restaurada, Jeová passa a agir na vida física ou material, que é a mesma coisa, e então um belo dia Obede-Edom chega em casa com muitas espigas de milho em uma sacola e um carneirinho nos braços. Sua esposa vendo aquilo quase não acredita e mesmo assim faz uma pergunta idiota: O QUE É ISSO MEU MARIDO? E ele responde: SÓ PODE SER A SHEKINAH DO SENHOR!

Obede-Edom e sua esposa já haviam percebido que a presença de Deus que estava em sua casa e realizava maravilhas. E seus animais começaram a se reproduzirem, e sua terra começou a germinar, e ele começou a ficar próspero. Deus estava dando para um escravo edomita, natural de Gate uma riqueza que ele ainda não havia provado, por que o que você conquista está sujeito a acabar, mas o que Deus dá ninguém toma e nem se acaba.

Porém uma angustia pairava agora no coração de Obede-Edom e sua amada esposa, eles se recordaram de que o rei Davi disse que voltaria para buscar a Arca e leva-la para o Santuário feito para ela. Isso agora incomodava aquela casa, mas em momento algum se deixou de ter reverência com a SHEKINAH DO SENHOR.

O TERCEIRO MÊS – A ÁREA ESPIRITUAL
Aquele que era desprezado, agora é destacado, aquele que era o menor agora esta entre os maiores, o escravo foi abençoado, o pobre ficou rico.

No terceiro mês um amor extraordinário invadiu os corações de Obede-Edom e sua esposa, pois eles não mais conseguiam sair de perto da Arca do Senhor, e nesse momento Deus começa a mudar a vida espiritual daquele casal.

Hoje as pessoas vão aos chamados “cultos ao Senhor” e ficam olhando o relógio, desejando irem embora, não há mais amor pela presença de Deus, e pior, saem dos “cultos” e nem se lembram mais o que aconteceu lá dentro, e ainda pedimos para que Deus derrame sua Shekinah. Somo todos idiotas!

Com certeza foi o melhor dos três meses, pois o amor era real e intenso, mas por outro lado também foi o pior dos três meses, pois algo já falava ao coração de Obede-Edom que estava chegando a hora de ser levada a Arca do Senhor.

O SEGREDO DE OBEDE-EDOM
Certo dia, quando Obede-Edom estava na roça, ele ouve um sons como de muitos cavalos, e na porta da cozinha um grito chamando por ele, era a sua esposa. Obede-Edom vem correndo largando tudo para traz e ao chegar era o rei Davi que quase não acredita no que vê, era tanta prosperidade, e ainda tinha filhos correndo pela casa.

Davi olha para Obede-Edom e diz ter ficado sabendo que Deus tinha abençoado tudo quanto ele tinha, e Obede-Edom diz ser verdade, e o rei Davi completa dizendo que iria levar a Arca do Senhor, e Obede-Edom naquele momento diz algo ao rei com todo coragem, preste bem atenção:

__ Rei meu! A Arca do Senhor vai contigo, mas eu irei junto da Arca.

Obede-Edom tomou uma decisão e com certeza sua esposa concordou. Eles iriam deixar tudo para estarem perto da SHEKINAH DO SENHOR. Esse é o segredo de Obede-Edom ele está sempre perto da SHEKINAH DO SENHOR. Outrora, um escravo edomita, pobre inimigo de Israel, descendente de Esaú, que negou a benção, e natural da cidade de Gate, de onde veio o inimigo gigante de Israel, mas agora um rico fazendeiro próspero e abençoado que deixava tudo para traz para andar junto da SHEKINAH DO SENHOR. Veja a vida de Obede-Edom.

1. PRIMEIRO ATO DE UM ADORADOR
Em I Crônicas 15: 17 e 18, vemos que Obede-Edom se tornou um porteiro do Santuário do Senhor. Ele amava tanto a Shekinah que pediu ao rei Davi que o deixasse ficar perto da Arca, e então ele se faz um porteiro, que agora ainda que pelas frestas das portas ele contemplasse a Presença de Deus.

Hoje muitos querem tomar lugares de pastores, querem subir nos púlpitos pisando em seus irmãos, ao invés de começarem pelo começo.

2. SEGUNDO ATO DE UM ADORADOR
Em I Crônicas 15: 19 a 21, são enumerados e contados agora os músicos que tocavam diante da Arca do Senhor e lá aparece Obede-Edom entre eles. Ele que era um “Zé ninguém” agora pediu para ser um músico, aprendendo a tocar uma harpa. Creio que pelo esforço possa ser até o rei Davi que o tenha ensinado.

Não despreze sua função, ainda que lhe pareça a menor, pois o crescimento só virá através de sua fidelidade ao Senhor.

É por isso que Jesus disse que o Pai procura verdadeiros adoradores que o adorem em espírito e em verdade. Saiba de uma coisa, você não precisa que seu pastor te veja que seu líder te veja, mas todos nós precisamos somente que o Senhor nos veja o adorando.

3. TERCEIRO ATO DE UM ADORADOR
Agora em I Crônicas 15: 24, mais uma vez Obede-Edom é visto, só que agora não como um músico que tocava diante da Arca do Senhor, mas agora ele é um guardião da Arca do Senhor. Ele está a todo tempo perto daquilo que mudou de uma vez por todas a sua vida, a SHEKINAH DO SENHOR.

Muitos te discriminam por ter vindo de uma terra pobre, ou por que seu sobre nome não é conhecido, mas isso não importa. Se chamar Obede-Edom, era agora um orgulho e não mais uma vergonha.

Seja você mesmo, mas seja um adorador da SHEKINAH DO SENHOR, pois no momento certo Ele, o Senhor te exaltará, e te colocará em local de destaque.

4. QUARTO ATO DE UM ADORADOR
Veja I Crônicas 16: 4 e 5, que agora se colocaram alguns Ministros para adorarem e levarem todos a adorarem, e entre os ministro aparece ele, Obede-Edom, que deixou de ser um guardião da Arca e passou a ser um Ministro de adoração, liderado por Asafe.

Veja a persistência de um adorador que realmente ama a SHEKINAH DO SENHOR, e se importa com ela, e talvez você mude sua vida e procure abraçar o segredo que mudou a vida de Obede-Edom.

5. QUINTO ATO DE UM ADORADOR
I Crônicas 16: 37 e 38, agora o incansável adorador que era liderado por Asafe, deixa de ser somente um Ministro de adoração e passa a ser um líder de sessenta e oito pessoas (68), você entendeu? Aquele por quem não se dava nada, agora é grande na presença da obra e da SHEKINAH DO SENHOR, mas como eu agora conheço a Obede-Edom, sei que ele não pararia aqui, pois o verdadeiro adorador é insaciável.

Venha e ainda que você seja um “Obede-Edom” onde você está, levante e busque a Presença de Deus.

6. SEXTO PASSO DE UM ADORADOR
II Crônicas 25: 24, a confiança de um adorador não tem preço, pois vemos que Obede-Edom se tornou um tesoureiro do ouro e da prata que pertenciam ao Santuário. Dentre todas as pessoas ali junto ao rei Davi, o escolhido para controlar o tesouro do santuário foi Obede-Edom, e pasme você no que vou lhe informar agora. Segundo estudos o tesouro do Santuário do Senhor que estava sob a responsabilidade de Obede-Edom corrigidos par nossos dias chegaria a cerca de S$3.000.000.000,00 (três bilhões de dólares).

OS FILHOS DE OBEDE-EDOM
Eu disse no começo que mesmo na penumbra da solidão daquela estrada, nos dias frios ao lado de uma esposa fria, vivendo na pobreza e na miséria ele clamava ao Deus do céu e da terra, e isso ele mostra no seu fruto, pois veja que foram seus filhos depois da SHEKINAH DO SENHOR entrou em sua casa.

Os filhos de Obede-Edom e seus nomes:
Semaías - Ouvido por Jeová;
Jozabade – Jeová quem me deu;
Joá – Jeová é meu irmão;
Natanael – Meu amigo é Deus;
Amiel – existe recompensa;
Issacar – Portador do salário.


CONCLUSÃO
Quero que com esta mensagem você caro irmão leitor saiba que não importa para Deus o tamanho de sua empresa, ou quantos diplomas você tem na parede de sua casa, ou muito menos o tamanho de sua conta bancária, mas o que importa para Deus é um coração sedento da sua Presença.

No começo Obede-Edom não era ninguém, parecia esquecido, mas os olhos de Deus que percorre toda terra estavam sobre ele e sua amada esposa.

Quando eu chegar ao céu quero dar um forte beijo em Obede-Edom, e elogia-lo por ter sido um tão grande adorador da SHEKINAH DO SENHOR. Mas saiba de uma coisa, eu e você também podemos ser como Obede-Edom, basta desejarmos a SHEKINAH DO SENHOR em nossas casas. O segredo foi revelado.


Autor: Pr. Alexandre Augusto


terça-feira, 18 de setembro de 2012

Como Podemos Ser Mais Produtivos no Reino de Deus


Como Podemos Ser Mais Produtivos no Reino de Deus
João 15.1-16

Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda.” João 15:2

Introdução
Como nós nas igrejas locais podemos ser mais dinâmicos, produtivos e evangelizadores? Nesta estudo, vamos estudar dois aspectos fundamentais na vida das comunidades eclesiásticas cristãs: o fortalecimento das relações interpessoais e a disciplina pessoal.

1. FORTALECENDO OS RELACIONAMENTOS INTERPESSOAIS NA IGREJA
Esse fortalecimento ocorre através de quatro princípios.

a) Princípio da integração. Integrar é incorporar um elemento num conjunto; é o processo de assimilar completamente um indivíduo ao seio de uma comunidade, formando um único corpo social. No Cristianismo, isso significa que todos precisam de todos. Ninguém deve ser colocado de lado, como se não servisse para nada, ICo 12: 15-16.

Cada membro do Corpo de Cristo tem a sua função. Um não deve aspirar o lugar do outro, mas servir como complemento na execução do “ide” de Jesus. Quando isso ocorre, todo o corpo é beneficiado. A quebra deste princípio provoca: desvalorização do membro, contestação da vontade de Deus, afastamento dos outros membros e desperdício de forças.

b) Princípio da oportunidade. Oportunizar implica em criar situações para realização de algo no momento certo e adequado. E aquela conveniência que facilita, que é favorável, que não oferece obstáculo ou dificuldade para execução do que necessário para o crescimento do reino de Deus, I Co 12: 17-18.

Este princípio visa dar a todos a mesma chance de trabalho. Um membro da igreja não pode inibir a ação do outro. A falta de oportunidade produz desequilíbrio em todo o sistema eclesiástico, um espírito de concorrência e uma anemia espiritual. Cada crente deve ser usado segundo suas habilidades, talentos e dons.

c) Princípio da dependência. Depender é precisar do auxílio de alguém e admitir que precisa do outro para atingir um objetivo. Ninguém é uma ilha. Com a ajuda do próximo será mais fácil concluir uma missão que Deus colocou nas mãos do cristão, I Co. 12: 21-22.

A independência enfraquece o corpo. Quando este princípio é quebrado ocorre enfraquecimento de todos os demais componentes do grupo, o egoísmo passa a predominar nas relações interpessoais e a arrogância quebra a linha de comunicação.

d) Princípio da unidade. E a qualidade de ser uno, de não poder ser dividido; é a ação ou o resultado de tornar algo antes desunido em um; é a continuidade sem desvio ou mudança de propósito, ação, conduta, I Co 12: 25-26. Dentro de uma comunidade cristã deve haver harmonização de esforços individuais para formar um todo dentro da sua estrutura maior de tal forma que os alvos traçados sejam alcançados. A unidade é a fonte geradora de toda a energia, mobilidade e harmonia do corpo, Ec 4: 9-12. Sem ela, a igreja perde a sua função, Jo 17: 23.

2. A DISCIPLINA FAZ CRISTÃOS PRODUTIVOS
A igreja precisa ser a autora, e não a espectadora, no processo de mudanças. Ela foi criada para ser o instrumento de Deus na transformação da sociedade. Para isto, o exercício da disciplina é imprescindível, ICo. 9: 25.

a) Disciplina para ouvir Deus. Na Bíblia, ouvir não significa apenas perceber sons e palavras pelo sentido da audição, mas, também, considerar, compreender e entender o que foi dito, João 8: 47.

b) Disciplina na prática do perdão. Pode ser difícil, mas sem perdão qualquer grupo se desmorona. Conceder perdão é renunciar a execução de uma punição que alguém merece por algo de errado que praticou, Mc 11: 25.

c) Disciplina na prática da fé. Não fugir ao compromisso assumido de ser fiel à palavra dada, de cumprir exatamente o que se prometeu no dia batismo ou quando foi recebido como membro da igreja, 2 Co 13: 5.

d) Disciplina na prática da liberdade. Não confundí-la com libertinagem. Liberdade é o poder que o cristão tem de exercer a sua vontade dentro dos limites que lhe faculta a lei divina, G1 5: 13; Cl 3: 17.

e) Disciplina na prática do tempo. Implica em não perder nenhuma oportunidade que poderá ter resultados positivos para o grupo de que fazemos parte, Ef 5: 15-16.

f) Disciplina na prática da santidade. E um desafio diário. Não é algo que conquistamos e, depois, não precisamos fazer mais nada. Pelo contrário, é um processo que durará até a nossa morte ou arrebatamento da igreja, l Tm. 5: 22.

g) Disciplina na prática do amor. Amor é aquele sentimento que predispõe alguém a desejar e fazer algo para o bem de outrem, Jo. 13: 35. Ele não fica só no coração, é colocado em prática, I Co. 13.


Conclusão
Há uma grande diferença entre uma árvore de vida e uma árvore de Natal. A árvore de Natal está bem decorada, mas não está viva. A árvore de vida é como a árvore que está descrita no Salmo 1. Muitos são como a árvore de natal com muitas coisas artificiais, mas que não dá fruto.

Sejamos nós, cristãos que produzem frutos em servir ao reino de Deus.

Que Deus nos abençoe e nos ajude.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O Jovem Cristão e o Tempo





A LIÇÃO DOS PRAZOS ESTABELECIDOS NO TEMPO
Tudo tem o seu tempo determinado, [...] (Ec 3.1a, ARA)

O termo hebraico para tempo na frase acima é zeman, que na septuaginta (versão grega do A.T.) foi traduzido por chrónos, que se refere ao aspecto quantitativo do tempo (segundos, minutos, horas, dias, meses, anos, etc).

O Senhor conhece e determinou tempos para as coisas acontecerem em nossas vidas:

Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda. (Sl 139.16, ARA)

O jovem cristão precisa ter sensibilidade e percepção para discernir e perceber o tempo cronológico, pois dessa maneira saberá o momento certo, a hora exata de esperar e de avançar dentro do tempo de Deus: Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio. (Sl 90.12, ARA)

A LIÇÃO DOS PROPÓSITOS ESTABELECIDOS NO TEMPO
[...] e há tempo para todo propósito debaixo do céu: (Ec 3.1b, ARA)

A vida vivida sem propósito no tempo é vida desprovida de sentido, de razão de ser, de alvos e objetivos a serem alcançados. Na segunda parte deste versículo o termo original hebraico para “tempo” é ‘eth, que na septuaginta foi traduzido por kairós, ou seja, estação própria ou momento oportuno.

Esses propósitos temporais se tornarão prazerosos e plenos de sentido, na medida em que entendermos que eles devem nos conduzir para o propósito maior que é a glória de Deus: Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus. (1 Co 10.31, ARA)

Os estudos e a formação acadêmica, a carreira profissional, a vida afetiva, conquistas diversas, o serviço a Deus, são coisas que devem ser conhecidas, buscadas e vivenciadas para o louvor do nome do Senhor.

A LIÇÃO DAS VARIAÇÕES DAS ESTAÇÕES DO TEMPO
[...] há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria; tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar; tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora; tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar; tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz. (Ec 3.2-8, ARA)

Uma das coisas mais naturais da vida é a variação das estações, dos tempos (kairós). A vida é repleta de fases. Não há como escapar desta realidade, nos restando apenas saber viver e tirar proveito dela. É preciso saber viver no inverno e no verão, na primavera e no outono. É preciso saber viver de dia e de noite. É preciso saber viver na maré alta e na baixa.

Todas as estações foram dadas por Deus, nelas podemos crescer, e delas podemos tirar proveito. Mesmos as estações que nos parecem ruins podem nos proporcionar coisas boas. As circunstâncias que nos parecem favoráveis ou desfavoráveis são dádivas de Deus, e cooperam para o nosso bem, segundo o seu propósito para nós:

Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. (Rm 8.28, ARA)

O vai e vem das estações será uma constante. No nascimento e na morte, no choro e no riso, no espalhar e no ajuntar, no ganhar e no perder, no plantar e no arrancar no calar e no falar, no amar e no aborrecer, em tudo há um propósito mais elevado. Viva cada estação, e em cada estação para a glória de Deus!

A LIÇÃO DA TRANSITORIEDADE OU EFEMERIDADE DO TEMPO
Lembre do seu Criador enquanto você ainda é jovem, antes que venham os dias maus e cheguem os anos em que você dirá: “Não tenho mais prazer na vida.” Lembre dele antes que chegue o tempo em que você achará que a luz do sol, da lua e das estrelas perdeu o seu brilho e que as nuvens de chuva nunca vão embora. Então os seus braços, que sempre o defenderam, começarão a tremer, e as suas pernas, que agora são fortes, ficarão fracas. Os seus dentes cairão, e sobrarão tão poucos, que você não conseguirá mastigar a sua comida. A sua vista ficará tão fraca, que você não poderá mais ver as coisas claramente. Você ficará surdo e não poderá ouvir o barulho da rua. Você quase não conseguirá ouvir o moinho moendo ou a música tocando. E levantará cedo, quando os passarinhos começam a cantar. Então você terá medo de lugares altos, e até caminhar será perigoso. Os seus cabelos ficarão brancos, e você perderá o gosto pelas coisas. Nós estaremos caminhando para o nosso último descanso; e, quando isso acontecer, haverá gente chorando por nossa causa nas ruas. A vida vai se acabar como uma lamparina de ouro cai e quebra, quando a sua corrente de prata se arrebenta, ou como um pote de barro se despedaça quando a corda do poço se parte. Então o nosso corpo voltará para o pó da terra, de onde veio, e o nosso espírito voltará para Deus, que o deu. É ilusão, é ilusão, diz o Sábio. Tudo é ilusão. (Ec 12.1-8, NTLH)

Temos no texto acima temos várias figuras que apontam para a transitoriedade ou efemeridade da vida debaixo do céu: A lamparina de ouro que cai e quebra, a corrente de prata que se arrebenta, o pote de barro que se despedaça ao romper da corda do poço. A Bíblia é rica em falar da necessidade de atentar para esta realidade, para que assim a vida possa ser vivida em toda sua intensidade.

O profeta Isaías fala da transitoriedade ou efemeridade da vida como uma planta que nasce, floresce e seca, caindo assim a sua flor, cessando assim o seu vigor e esplendor:

Uma voz diz: Clama; e alguém pergunta: Que hei de clamar? Toda a carne é erva, e toda a sua glória, como a flor da erva; seca-se a erva, e caem as flores, soprando nelas o hálito do SENHOR. Na verdade, o povo é erva; seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente. (Is 40.6-8, ARA)

Tiago, ao escrever sua cartar sobre a falibilidade dos projetos humanos, compara a vida a um vapor de fumaça, ou uma neblina:

Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. (Tg 4.14, ARA)

Diante de tal verdade, não devemos excluir Deus de nossas decisões e planos, antes devemos buscar nele orientação na tomada de decisões, e conhecer os seus planos para nós. Uma vez conhecendo a sua vontade, ela precisa, dentro do tempo de Deus e das oportunidades propícias, ser vivida hoje, aqui e agora.

O agora já não é, e o daqui a pouco chegou. O tempo não para, e passa rápido. A vida debaixo do céu é efêmera.

A LIÇÃO DA PRONTIDÃO PARA A CELEBRAÇÃO E O GOZO NO TEMPO
Vai, pois, come com alegria o teu pão e bebe gostosamente o teu vinho, pois Deus já de antemão se agrada das tuas obras. Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes, e jamais falte o óleo sobre a tua cabeça. Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de tua vida fugaz, os quais Deus te deu debaixo do sol; porque esta é a tua porção nesta vida pelo trabalho com que te afadigaste debaixo do sol. Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma. (Ec 9.7-10,ARA)

O contexto aqui é de celebração, de festa. Em razão da efemeridade da vida, somos exortados, a com moderação, desfrutar dos momentos prazerosos, que são dádivas de Deus debaixo do sol. Comer e beber gostosamente, gozar a vida com o cônjuge amado, fazer o que vier à mão, conforme as nossas forças.

O texto ainda nos exorta para que em todo o tempo (hb. bekhal ‘eth, traduzido na septuaginta por en panti kairô), ou seja, em qualquer fase ou estação da vida, estejamos sempre vestidos adequadamente e perfumados, prontos para festejar, com vestes brancas e óleo sobre a cabeça.

Apesar da possibilidade do choro, do pranto, do luto e da angústia, há grandes e verdadeiras promessas de que é possível experimentar a felicidade e o gozo debaixo céu, e de que tal realidade será por nós também vivenciada em toda a sua plenitude na eternidade:

O Espírito do SENHOR Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados; a apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram e a pôr sobre os que em Sião estão de luto uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria, em vez de pranto, veste de louvor, em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo SENHOR para a sua glória. (Is 61.1-3, ARA)

Queridos jovens, vivam abundantemente a vida que o Senhor vos concedeu (Jo 10.10). Aproveitem com sabedoria e prudência o tempo. Vivam no tempo (chrónos e kairós), acima de tudo, para a glória de Deus!